Senado brasileiro aprova acordo comercial entre Mercosul e União Europeia
- 5 de mar.
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O Senado Federal aprovou por unanimidade o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, considerado um dos tratados mais relevantes para o comércio internacional brasileiro nas últimas décadas. A medida representa um avanço significativo na integração econômica entre os dois blocos e pode ampliar oportunidades para diversos setores do agronegócio.

Redução gradual de tarifas comerciais
O acordo prevê a redução gradual de tarifas de importação entre os dois blocos, ampliando o acesso a mercados e estimulando o comércio bilateral. Pelo texto aprovado, a União Europeia deverá eliminar tarifas para cerca de 95% dos produtos exportados pelo Mercosul, enquanto os países sul-americanos reduzirão tarifas sobre aproximadamente 91% dos produtos europeus ao longo de um período de transição.
Essa liberalização comercial ocorrerá de forma progressiva, com cronogramas de adaptação que podem chegar a várias décadas, permitindo que setores produtivos se ajustem às novas condições de mercado.
Impactos para o agronegócio
O tratado tende a abrir novas oportunidades para produtos do agronegócio brasileiro no mercado europeu, incluindo carnes, açúcar, etanol e outros produtos agroindustriais, que poderão acessar o bloco com redução tarifária ou por meio de cotas preferenciais.
Além disso, o acordo também pode ampliar investimentos, fortalecer cadeias produtivas e aumentar a competitividade internacional do setor agrícola brasileiro.
Próximas etapas
Com a aprovação no Senado, o texto segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional, etapa necessária para a formalização do acordo no Brasil. Após essa fase, o tratado continuará seu processo de ratificação nos países da União Europeia para que possa entrar plenamente em vigor.
O acordo Mercosul–União Europeia é resultado de mais de duas décadas de negociações e tem potencial para criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo centenas de milhões de consumidores e ampliando significativamente o fluxo de comércio entre as regiões.
Fonte: Canal Rural
















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