Setor de carne bovina espera avanço em negociações com Japão e Coreia do Sul
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O setor exportador de carne bovina brasileira acompanha com expectativa o avanço das negociações para a abertura dos mercados do Japão e da Coreia do Sul, considerados dois dos destinos mais estratégicos e de maior valor agregado para a proteína bovina no comércio internacional.
Atualmente, esses mercados são abastecidos principalmente por países como Estados Unidos e Austrália, e a entrada do Brasil poderia ampliar a diversificação das exportações e agregar valor aos cortes brasileiros em um momento de pressão comercial em alguns destinos tradicionais.
Japão pode avançar primeiro
Entre os dois mercados, o processo com o Japão é considerado o mais avançado. Técnicos japoneses devem realizar uma auditoria no sistema sanitário brasileiro, etapa essencial para avaliar os protocolos de controle e segurança alimentar adotados pelo país.
A análise deverá concentrar-se principalmente em estados da região Sul, considerados estratégicos na avaliação sanitária para a exportação de carne bovina ao país asiático.
Coreia do Sul ainda depende de etapas técnicas
No caso da Coreia do Sul, as negociações também avançam, mas ainda dependem de etapas técnicas adicionais. O governo coreano se comprometeu a enviar uma missão de auditoria ao Brasil para avaliar o sistema sanitário e os controles aplicados na produção de proteína animal.
Após essa fase de verificação presencial, o processo tende a seguir por etapas documentais, o que pode acelerar as decisões regulatórias sobre a abertura do mercado.
Mercados estratégicos para o agro brasileiro
Japão e Coreia do Sul estão entre os maiores importadores globais de carne bovina e representam mercados com alto padrão sanitário e elevado valor agregado, fatores que podem ampliar a competitividade internacional da carne brasileira.
A eventual abertura desses mercados também pode fortalecer a estratégia brasileira de diversificação de destinos de exportação, reduzindo a dependência de poucos compradores e ampliando oportunidades comerciais para o setor pecuário.
Fonte: Globo Rural














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