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Inadimplência no crédito rural bate novo recorde e preocupa o setor

  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

A inadimplência no crédito rural brasileiro atingiu novo recorde no início de 2026, segundo dados consolidados pelo Banco Central e reportados pela Globo Rural. O percentual de operações com atraso superior a 90 dias chegou a 7,3% em janeiro, superando os 6,5% registrados em dezembro de 2025 e os 2,7% de janeiro de 2025 — uma aceleração significativa em apenas 12 meses.


O que os números mostram

  • Aumento contínuo da inadimplência: o índice de 7,3% renovou o maior patamar desde o início da série histórica em 2011, refletindo um cenário de maiores dificuldades financeiras enfrentadas pelos produtores rurais nos últimos ciclos.

  • Maior pressão nas operações de mercado: nas linhas de crédito com juros de mercado para pessoas físicas, a inadimplência subiu para 13,5% no início de 2026, um nível ainda mais elevado que a média geral.

  • Carteira com recursos controlados: mesmo nas operações com taxas controladas pelo Plano Safra, o atraso de pagamentos também cresceu, alcançando 2,9% entre pessoas físicas em janeiro/26.

  • Estabilidade entre pessoas jurídicas: nesse segmento, o índice ficou em 0,6%, indicando que empresas rurais estão menos impactadas no curto prazo.


Por que isso importa


A alta da inadimplência reflete desafios que vão além da produção agrícola, como custos elevados, juros altos, receitas pressionadas e dificuldades de comercialização. Produtores com parcelas em atraso enfrentam restrições para acessar novas linhas de crédito, o que pode limitar investimentos em insumos, tecnologia e expansão da produção.

Além disso, instituições financeiras tendem a endurecer critérios de concessão de crédito diante de um cenário de maior risco, o que pode influenciar diretamente o orçamento financeiro das propriedades rurais.


O novo recorde de inadimplência no crédito rural é um sinal de alerta para o agronegócio brasileiro. Ele evidencia a necessidade de estratégias financeiras mais robustas, renegociação de dívidas e atenção especial às condições de mercado e juros — fatores que influenciam diretamente a saúde econômica dos produtores e a sustentabilidade do setor.


Fonte: Globo Rural

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