Conflito no Oriente Médio pode impedir chegada de farelo de soja brasileiro ao Irã
- há 1 dia
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A escalada das tensões no Oriente Médio passou a gerar preocupação no comércio internacional de commodities agrícolas. Segundo análises de mercado, navios carregados com milho e farelo de soja do Brasil destinados ao Irã podem enfrentar dificuldades para concluir a entrega das cargas, devido à instabilidade geopolítica na região.
Navios brasileiros já estão em rota
Dados de monitoramento marítimo indicam que 11 navios com commodities agrícolas estão atualmente em trânsito para o Irã, sendo oito embarcações transportando milho e três carregadas com farelo de soja. As cargas foram embarcadas principalmente nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) e têm previsão de chegada entre o fim de março e meados de abril.
Apesar da programação inicial de desembarque, especialistas alertam que a instabilidade militar na região pode impedir ou atrasar as descargas, levando à possibilidade de redirecionamento das cargas para outros mercados internacionais.
Estreito de Ormuz aumenta risco logístico
Grande parte dos portos iranianos depende da passagem pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do comércio global. O aumento das tensões militares na região elevou o nível de risco para navios comerciais, além de aumentar significativamente os custos de seguro e frete marítimo.
Diante desse cenário, armadores e operadores logísticos têm adotado maior cautela ao operar na região, o que pode impactar diretamente o fluxo de exportações agrícolas brasileiras.
Irã é parceiro relevante do agro brasileiro
O Irã figura entre os principais compradores de commodities agrícolas brasileiras transportadas a granel, especialmente milho e derivados da soja. No sentido inverso, o país também é fornecedor relevante de fertilizantes nitrogenados e insumos petroquímicos utilizados na agricultura.
Por isso, qualquer interrupção logística na região tende a gerar efeitos não apenas nas exportações brasileiras, mas também no fluxo global de insumos estratégicos para o agronegócio.
Fonte: Agro Estadão














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