Acordo Mercosul-UE pode gerar mais valor que volume para açúcar e etanol do Brasil, diz DataAgro
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O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode trazer mais valor agregado do que aumento expressivo de volume nas exportações brasileiras de açúcar e etanol, segundo análise da consultoria Datagro. A avaliação aponta que o principal ganho do setor sucroenergético brasileiro com o acordo está na ampliação do acesso a um mercado premium e na valorização dos produtos.
Embora o tratado crie novas oportunidades comerciais, os volumes adicionais de exportação devem ser relativamente limitados devido às cotas tarifárias estabelecidas no acordo, que regulam a entrada de produtos sensíveis no mercado europeu.
Exportações já mostram crescimento
Dados compilados pela Datagro indicam que, em 2025, o Brasil exportou 235,8 milhões de litros de etanol para a União Europeia, um crescimento de 55,2% em relação ao ano anterior. Apesar do avanço, esse volume ainda representou apenas 14,6% das exportações totais do setor.
No caso do açúcar, os embarques brasileiros para o bloco europeu também registraram aumento, alcançando 886,9 mil toneladas em 2025, alta de 62,8% em comparação com o ano anterior. Ainda assim, o volume correspondeu a apenas 2,6% das exportações totais brasileiras do produto.
Mercado europeu pode impulsionar valor agregado
Para analistas do setor, o principal efeito do acordo será a criação de um ambiente mais favorável para o intercâmbio comercial, tecnológico e estratégico entre os dois blocos, ampliando as oportunidades para produtos de maior valor agregado do setor sucroenergético.
Além disso, o acordo Mercosul-União Europeia — que reúne cerca de 750 milhões de pessoas e uma das maiores áreas de livre comércio do mundo — pode reforçar a presença internacional do agro brasileiro e ampliar a diversificação dos destinos de exportação.
Impacto estratégico para o agronegócio
Especialistas destacam que o avanço do acordo tende a fortalecer a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de açúcar, etanol e biocombustíveis, ao mesmo tempo em que abre espaço para novas parcerias comerciais e tecnológicas com o mercado europeu.
Nesse contexto, o setor sucroenergético brasileiro passa a enxergar o acordo não apenas como uma oportunidade de ampliar exportações, mas também como um caminho para elevar o valor agregado das vendas internacionais e consolidar novos nichos de mercado.
Fonte: Agro Estadão














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