Reforma tributária acelera formalização — e o agro sai ganhando
- presidencia739
- há 11 minutos
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A recente onda de formalização no agronegócio brasileiro está chamando atenção — e os dados não mentem. Entre o primeiro semestre de 2024 e o mesmo período de 2025, o número de empresas do agro enquadradas no regime Simples Nacional saltou de 395 mil para 423 mil, um crescimento de 7,1%.

Esse movimento coincide com as mudanças trazidas pela Reforma Tributária do Brasil — em transição a partir de janeiro de 2026 —, que impõem novos padrões de emissão de nota fiscal e obrigações acessórias, incentivando muitos produtores a formalizarem suas atividades.
📈 O que os números revelam
Grande parte desse crescimento vem da entrada de micro e pequenas empresas rurais que deixaram a informalidade. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), essa transição mostra uma crescente profissionalização do setor.
Entre as 423 mil empresas do agro no Simples, cerca de 47% têm até dois anos de existência, e 25% entre três e cinco anos — ou seja: mais de 70% são negócios novos. Isso sugere uma renovação significativa e vigorosa da base agroindustrial.
A formalização está mais concentrada no Sudeste: cerca de 47,3% dessas empresas estão nessa região — com destaque para Minas Gerais, que representa 13,3% do total nacional no setor agro.
💡 Por que isso interessa ao agro — e à ALAGRO
A formalização traz benefícios concretos: segurança jurídica, acesso facilitado a contratos, crédito e melhores oportunidades de mercado. Para a ALAGRO e seus associados, esse movimento representa uma largada rumo a mais profissionalismo, produtividade e competitividade.
Além disso, a nova estrutura tributária exige cumprimento de obrigações antes negligenciadas por produtores informais — o que acaba impulsionando a modernização de processos e estimulando a adoção de práticas de gestão, planejamento e compliance fiscal.
🌱 Oportunidade de crescimento e transformações estruturais
Para quem produz ou representa o agro, esse cenário é uma janela estratégica. A formalização e a reestruturação jurídica e tributária permitem um salto de escala, com maior visibilidade no mercado, melhor acesso a insumos, crédito e parcerias.
Para a ALAGRO, isso reforça o papel de facilitadora e parceira de quem quer evoluir com sustentabilidade, profissionalização e crescimento real no agro brasileiro — conectando tradição e modernidade.












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