Raízen avalia recuperação extrajudicial para fortalecer estrutura financeira
- há 6 dias
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A gigante brasileira do setor sucroenergético Raízen informou que está avaliando a possibilidade de recorrer a um processo de recuperação extrajudicial como parte de uma estratégia mais ampla para fortalecer sua estrutura de capital. A medida foi comunicada ao mercado por meio de fato relevante divulgado pela companhia.

Reestruturação financeira em análise
De acordo com a empresa, está em discussão um plano de reestruturação que inclui um aporte de aproximadamente R$ 4 bilhões, sendo cerca de R$ 3,5 bilhões provenientes do grupo Shell e R$ 500 milhões de um veículo ligado à Aguassanta Investimentos, associado ao controlador da Cosan.
A proposta também prevê outras medidas estruturais voltadas à reorganização financeira da companhia, como a possibilidade de conversão de parte da dívida em capital, alongamento do prazo de pagamento do saldo remanescente e continuidade do processo de simplificação de negócios, incluindo avaliação e eventual venda de ativos considerados não estratégicos.
Negociação com credores
Segundo a empresa, a eventual recuperação extrajudicial seria utilizada como mecanismo para garantir um ambiente protegido de negociação com credores financeiros, permitindo a busca de uma solução consensual para a reestruturação da dívida.
A companhia destacou ainda que as discussões fazem parte de um processo estratégico para assegurar sua sustentabilidade financeira de longo prazo, preservando suas operações e relações com parceiros comerciais, fornecedores e clientes.
Contexto do setor sucroenergético
A Raízen é uma das maiores produtoras globais de açúcar e etanol, além de atuar na distribuição de combustíveis e energia renovável. Nos últimos anos, a empresa vem enfrentando desafios financeiros associados ao aumento do endividamento, ao cenário macroeconômico e a investimentos relevantes realizados no setor de bioenergia.
A avaliação de alternativas de capitalização e reorganização financeira reflete o momento de ajustes estratégicos vivido por grandes grupos do setor sucroenergético diante de um ambiente econômico mais desafiador.
Fonte: Forbes Brasil – Forbes Agro














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