Impacto das tarifas dos EUA: exportações brasileiras caem 25% enquanto China absorve parte da oferta
- presidencia739
- 10 de nov. de 2025
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As exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram uma queda significativa de 25% nos três meses seguintes à imposição de tarifas de 50% por Donald Trump, em vigor desde 6 de agosto de 2024 — segundo dados da CNN Brasil.

Nesse período (agosto a outubro de 2024 vs. mesmo período de 2025), o Brasil exportou aproximadamente US$ 7,6 bilhões aos EUA, ante US$ 10,2 bilhões no ano anterior.
Dentre os produtos mais afetados estão:
* Açúcares e melaços: queda de 78,7%
* Tabaco: queda de 70,6%
* Carne bovina: queda de 53,6%
* Café não torrado: queda de 16,6%
Por outro lado, a China demonstrou comportamento oposto: as exportações brasileiras para o país asiático cresceram 26%, saltando de US$ 21,5 bilhões para US$ 27,1 bilhões no mesmo intervalo de tempo.
Em especial, as vendas de carne bovina para a China quase dobraram — de US$ 1,79 bilhões para US$ 2,97 bilhões.
Já o café não torrado teve avanço expressivo, embora em nível menor: alta de 335% para US$ 125 milhões.
Este cenário reforça a urgência de uma estratégia de diversificação de mercados para o Brasil — especialmente para commodities agrícolas — tema que já estava em pauta antes, mas que foi acelerado diante das medidas protecionistas dos EUA.
O governo brasileiro divulgou que, desde 2023, foram abertos mais de 400 novos mercados, o que reforça o movimento de se reduzir a dependência de um único destino de exportação.
Para as empresas brasileiras do setor exportador, esse movimento exige:
* Mapeamento de novos destinos de venda e desenvolvimento de canais alternativos.
* Adaptação de cadeias produtivas para responder às exigências regulatórias e logísticas de novos mercados.
* Monitoramento contínuo de riscos de barreiras tarifárias e não-tarifárias, bem como de mudanças geopolíticas.
No âmbito da empresa Alagro, esse cenário apresenta tanto desafios quanto oportunidades. A diminuição das exportações para os EUA demanda atenção à competitividade e à escala da produção, enquanto o crescimento em mercados como a China aponta para a necessidade de ampliar esforços em logística, certificações e customização de oferta para atender a novas demandas.
Conclusão:
O impacto direto das tarifas americanas se traduz em retração expressiva nas exportações brasileiras para os EUA, enquanto a China avança como um mercado de saída crescente. O caminho para o Brasil — e para atores privados como a Alagro — passa por diversificação estratégica, preparo para novas exigências e agilidade em navegar no cenário global de comércio.
Fonte: CNN Brasil












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