Guerra no Oriente Médio não deve afetar exportações brasileiras de milho
- 5 de mar.
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A escalada das tensões no Oriente Médio tem gerado preocupação em diversos setores da economia global.
No agronegócio brasileiro, no entanto, especialistas avaliam que as exportações de milho não devem sofrer impactos significativos no curto prazo, apesar da relevância da região para o comércio do cereal.
Irã é um dos principais compradores
Nos últimos anos, o Irã consolidou-se como o principal destino do milho brasileiro, respondendo por aproximadamente 20% das exportações do cereal. Em 2025, o país importou cerca de 9 milhões de toneladas do produto, evidenciando a importância da parceria comercial entre os dois países.
Apesar dessa dependência relativa, o mercado internacional de milho é amplo e diversificado. Segundo representantes do setor, o Brasil possui mais de 100 destinos para o cereal, o que reduz o risco de interrupções relevantes nas exportações caso haja dificuldades em determinados mercados.
Impacto imediato deve ser limitado
Outro fator que reduz os efeitos imediatos do conflito é o calendário da produção brasileira. A maior parte das exportações ocorre após a colheita da segunda safra — a chamada safrinha — que normalmente começa a chegar ao mercado a partir de maio.
Além disso, no primeiro semestre do ano o consumo interno tende a superar a produção, o que faz com que o foco do setor esteja inicialmente no abastecimento do mercado doméstico.
Cenário segue em monitoramento
Embora o impacto imediato seja considerado limitado, especialistas destacam que uma eventual escalada prolongada do conflito internacional pode alterar rotas comerciais, logística ou dinâmica de preços no futuro. Por isso, o setor segue acompanhando atentamente os desdobramentos geopolíticos e seus possíveis reflexos sobre o comércio global de commodities agrícolas.
Fonte: CNN Brasil Agro
















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