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Setor defende aumento do biodiesel e afirma que avanço depende de decisão do governo

  • 23 de mar.
  • 2 min de leitura

O setor de biocombustíveis voltou a defender o aumento da mistura de biodiesel ao diesel no Brasil, destacando que há capacidade produtiva suficiente para ampliar o percentual atual, desde que haja decisão governamental. A avaliação é da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).


Segundo representantes da entidade, o avanço da mistura — atualmente em 15% (B15) — poderia ocorrer de forma relativamente rápida, desde que sejam superadas as etapas técnicas e regulatórias exigidas.


Capacidade existe, mas decisão segue em análise

De acordo com o setor, o Brasil já possui estrutura industrial e capacidade instalada para suportar o aumento da mistura de biodiesel no diesel. No entanto, a decisão depende de avaliações técnicas conduzidas pelo governo, especialmente em relação à viabilidade e aos impactos no mercado de combustíveis.

O cronograma oficial prevê a elevação gradual do percentual até atingir 20% (B20) até 2030, conforme estabelecido pela Lei do Combustível do Futuro.


Biodiesel pode reduzir dependência externa

Para a Abiove, a ampliação da mistura pode desempenhar papel estratégico no atual cenário global, marcado por instabilidade geopolítica e alta nos preços do petróleo.

A utilização de maior volume de biodiesel permitiria reduzir a dependência brasileira da importação de diesel fóssil, além de ajudar a amortecer oscilações de preços no mercado interno.


Impactos na cadeia da soja

O biodiesel brasileiro é produzido majoritariamente a partir do óleo de soja, que responde por mais de 75% da produção nacional. Com isso, qualquer mudança no percentual da mistura impacta diretamente toda a cadeia produtiva, desde o esmagamento do grão até os investimentos industriais.

A expectativa do setor é de que o avanço do biodiesel estimule novos aportes — estimados em cerca de R$ 5,9 bilhões nos próximos meses — fortalecendo a indústria e agregando valor à produção agrícola.


Decisão envolve fatores técnicos e econômicos

Apesar da pressão do setor, o governo tem adotado cautela na tomada de decisão, considerando os impactos sobre preços, inflação e desempenho do mercado energético.

A ampliação da mistura envolve testes técnicos, análises regulatórias e avaliação do cenário internacional, o que torna o processo mais complexo e gradual.


Fonte: Exame Agro

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