<p><strong><em>Por Enio Fonseca e Decio Michellis Jr.</em></strong></p><p></p><p><strong>“O fim do mundo acontece todos os dias, para alguém.” (Margaret Atwood – Extraído de seu romance Oryx e Crake)</strong></p><p></p><p>As lendas e mitos sobre o fim do mundo refletem o medo e a fascinação da humanidade pela finitude, aparecendo em apocalipse e mitos do fim do mundo de diversas culturas sob a forma de renovação cíclica, batalhas cósmicas ou grandes catástrofes.</p><p></p><p>Durante milênios, diferentes tradições religiosas imaginaram o fim dos tempos: julgamento, destruição, renovação, restauração ou transformação da existência. A modernidade acrescentou uma nova imagem ao imaginário do apocalipse: um relógio.</p><p></p><p>O Relógio do Juízo Final é um símbolo criado pelo Boletim dos Cientistas Atômicos para representar sua avaliação sobre a proximidade de uma possível catástrofe global provocada pela ação humana. Mantido desde 1947, o Relógio transforma ameaças científicas e tecnológicas em uma metáfora simples: à meia-noite representa a catástrofe; os ponteiros indicam quão próximo dela estaria o mundo, segundo a avaliação da organização. ()</p><p></p><p>Sua avaliação é atualizada anualmente, em janeiro, pelo Conselho de Ciência e Segurança do Boletim. Em 27 de janeiro de 2026, o Relógio do Apocalipse foi ajustado para 85 segundos para a meia-noite, a menor distância já registrada para a meia-noite em toda a sua história. Entre os principais fatores considerados estão a guerra nuclear, as mudanças climáticas e a inteligência artificial. O Conselho também acompanha desenvolvimentos nas ciências da vida e em outras áreas da tecnologia capazes, em sua avaliação, de produzir danos irreparáveis à humanidade.</p><p></p><p>Há, portanto, uma curiosa mudança de perspectiva. Nas antigas escatologias, o fim era frequentemente apresentado como parte de uma ordem cósmica, de um julgamento ou de uma transformação da existência. No Relógio do Juízo Final, o apocalipse ganha uma aparência secular e tecnológica: não há profecia, há ponteiros; não há uma data definitiva, há uma avaliação anual do risco.</p><p></p><p>[ <strong style="color: rgb(247, 201, 43);"><a href="https://direitoambiental.com/menu-do-fim-do-mundo-faca-sua-escolha/" rel="noopener noreferrer" target="_blank">Clique aqui para ler o artigo na íntegra</a></strong> ]</p><p></p><p><strong>ENIO FONSECA - </strong>Diretor de Sustentabilidade Agroambiental e Infraestrutura da Alagro, CEO da Pack of Wolves , foi Sup. do Ibama em MG, sup. Gestao Ambiental Cemig ,Conselheiro do Copam, Conselheiro do FMASE, Diretor de MA e RI na SAM Metais.</p>
<p><strong><em>Por Enio Fonseca e Decio Michellis Jr.</em></strong></p><p></p><p><strong>“O fim do mundo acontece todos os dias, para alguém.” (Margaret Atwood – Extraído de seu romance Oryx e Crake)</strong></p><p></p><p>As lendas e mitos sobre o fim do mundo refletem o medo e a fascinação da humanidade pela finitude, aparecendo em apocalipse e mitos do fim do mundo de diversas culturas sob a forma de renovação cíclica, batalhas cósmicas ou grandes catástrofes.</p><p></p><p>Durante milênios, diferentes tradições religiosas imaginaram o fim dos tempos: julgamento, destruição, renovação, restauração ou transformação da existência. A modernidade acrescentou uma nova imagem ao imaginário do apocalipse: um relógio.</p><p></p><p>O Relógio do Juízo Final é um símbolo criado pelo Boletim dos Cientistas Atômicos para representar sua avaliação sobre a proximidade de uma possível catástrofe global provocada pela ação humana. Mantido desde 1947, o Relógio transforma ameaças científicas e tecnológicas em uma metáfora simples: à meia-noite representa a catástrofe; os ponteiros indicam quão próximo dela estaria o mundo, segundo a avaliação da organização. ()</p><p></p><p>Sua avaliação é atualizada anualmente, em janeiro, pelo Conselho de Ciência e Segurança do Boletim. Em 27 de janeiro de 2026, o Relógio do Apocalipse foi ajustado para 85 segundos para a meia-noite, a menor distância já registrada para a meia-noite em toda a sua história. Entre os principais fatores considerados estão a guerra nuclear, as mudanças climáticas e a inteligência artificial. O Conselho também acompanha desenvolvimentos nas ciências da vida e em outras áreas da tecnologia capazes, em sua avaliação, de produzir danos irreparáveis à humanidade.</p><p></p><p>Há, portanto, uma curiosa mudança de perspectiva. Nas antigas escatologias, o fim era frequentemente apresentado como parte de uma ordem cósmica, de um julgamento ou de uma transformação da existência. No Relógio do Juízo Final, o apocalipse ganha uma aparência secular e tecnológica: não há profecia, há ponteiros; não há uma data definitiva, há uma avaliação anual do risco.</p><p></p><p>[ <strong style="color: rgb(247, 201, 43);"><a href="https://direitoambiental.com/menu-do-fim-do-mundo-faca-sua-escolha/" rel="noopener noreferrer" target="_blank">Clique aqui para ler o artigo na íntegra</a></strong> ]</p><p></p><p><strong>ENIO FONSECA - </strong>Diretor de Sustentabilidade Agroambiental e Infraestrutura da Alagro, CEO da Pack of Wolves , foi Sup. do Ibama em MG, sup. Gestao Ambiental Cemig ,Conselheiro do Copam, Conselheiro do FMASE, Diretor de MA e RI na SAM Metais.</p>